A greve geral convocada pela CGTP-IN registou uma forte adesão no setor da Administração Local, resultando no encerramento e condicionamento de diversos serviços em vários concelhos. A paralisação, que teve início com uma mobilização significativa nos serviços de recolha de resíduos, afetou também juntas de freguesia, escolas básicas, jardins de infância e refeitórios, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Segundo o Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local e Regional (STAL), outros setores atingidos incluíram o abastecimento de água, saneamento, transportes urbanos e escolares, bibliotecas e piscinas municipais.
A motivação central deste protesto é a rejeição do novo "pacote laboral" proposto pelo governo de coligação PSD-CDS. Os trabalhadores e as estruturas sindicais consideram que as alterações à legislação entregues na Assembleia da República representam um retrocesso social, ao facilitar despedimentos, generalizar a precariedade e desregular o tempo de trabalho. É ainda denunciado um impacto negativo na contratação coletiva e na liberdade sindical.
No plano das exigências, a mobilização foca-se na defesa da "Proposta Reivindicativa Comum" para 2026. O caderno de reivindicações inclui o aumento intercalar de todos os salários, a fixação do salário mínimo no setor em 1050 euros e a atualização do subsídio de refeição para 12 euros. Os trabalhadores reclamam também a revogação do SIADAP, a valorização das carreiras e a regulamentação das profissões de desgaste rápido.
O STAL reafirmou a determinação em manter as ações de luta nos locais de trabalho e nas instituições.
O objetivo da estrutura sindical é garantir o cumprimento dos direitos previstos na Constituição e reverter as políticas que, na sua visão, promovem o empobrecimento e o ataque aos direitos laborais.