A Greve Geral realizada hoje, dia 3 de junho, registou uma "forte adesão" por parte de professores e investigadores, resultando no encerramento de milhares de escolas em todo o país, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Segundo a FENPROF, a paralisação afetou significativamente o funcionamento de diversos serviços públicos.
A mobilização teve como base o descontentamento face a alterações previstas no Código do Trabalho e à revisão do Estatuto da Carreira Docente, que a organização considera ameaçar os direitos laborais e agravar a precariedade na profissão.
A jornada de luta ocorreu num cenário de alegada pressão sobre os trabalhadores, com a estrutura sindical a reportar tentativas de condicionamento do direito à greve e situações de intimidação por parte de direções escolares e membros do Governo. Em particular, a realização das provas ModA, agendadas para este dia, gerou um clima de tensão entre o Ministério da Educação e os profissionais do setor.
A FENPROF denunciou a utilização de práticas administrativas destinadas a assegurar a realização dos exames apesar da greve e está a proceder a um levantamento destas ocorrências para eventual ação jurídica. Para além das reivindicações específicas da carreira, a participação nesta greve visou a defesa da Escola Pública e dos serviços públicos.
Os docentes exigem soluções estruturais para a crescente falta de professores nas escolas e a valorização do trabalho como motor de desenvolvimento social.
A organização sindical destaca a unidade demonstrada pela classe docente face ao atual contexto político e laboral.
