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Estudantes deram voz às inquietações a partir da exposição “Meridianos do Futuro”

Redação Central Press/
04/06/2026, 13h19
/
3 min
Estudantes deram voz às inquietações a partir da exposição “Meridianos do Futuro” no Convento São Francisco @ CM Coimbra
Estudantes deram voz às inquietações a partir da exposição “Meridianos do Futuro” no Convento São Francisco @ CM Coimbra

O projeto de mediação “Brotar Palavras da Terra” foi apresentado no final da tarde de sexta-feira, dia 29 de maio, no Café Concerto do Convento São Francisco. O projeto resultou de um ciclo de oficinas de poesia oral desenvolvido com 39 alunos do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste (AECO), de acordo com o comunicado enviado à Central Press.

Inspirado em práticas como spoken word e poetry slam, o projeto “Brotar Palavras da Terra” propôs um espaço de criação e de reflexão coletiva a partir das inquietações suscitadas pela exposição Meridianos do Futuro – A Casa dos Estudantes do Império de Coimbra (1945-1965)”. A iniciativa, com curadoria de Raquel Lima, privilegia metodologias de autonomia em arte-educação e estimula a expressão individual e coletiva através da palavra dita.

A apresentação pública de 14 poemas, que resultaram do projeto, reuniu alguns dos participantes do projeto (os alunos da turma do 7ºA da EB 2, 3 Inês de Castro e da turma do 11º C da Escola Secundária D. Duarte, ambas do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste), os familiares, os professores e o público em geral, refletindo temas como identidade, memória, pertença, futuro, amor e resistência.

O projeto foi desenvolvido no âmbito do Plano Cultural do AECO “PONTES DA CULTURA – artes, patrimónios e valores da humanidade”, em articulação com os respetivos diretores de turma (Jorge Ralha e Luís Caldas), com o responsável pelo Plano Cultural, João Janicas, e com a diretora do Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, Ermelinda Vilela Cruz.

“Brotar Palavras da Terra” dá, assim, continuidade ao trabalho desenvolvido entre o Projeto de Mediação e o Programa Expositivo do Convento São Francisco e o Agrupamento de Escolas Coimbra Oeste, o agrupamento com maior número de escolas na área envolvente deste equipamento cultural.

A poeta, artista transdisciplinar e investigadora Raquel Lima tem apresentado o seu trabalho em vários países da Europa, da América e de África, em contextos ligados à literatura, performance, artes visuais, música e ciências sociais. Entre outras participações, destaca-se a presença na 8.ª Bienal de São Tomé e Príncipe, na 59.ª Bienal de Veneza e na 35.ª Bienal de São Paulo. A sua investigação centra-se em práticas de oratura, memória e movimentos afro diaspóricos.

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