Estreia no próximo sábado, dia 13 de junho, às 17h00, na Fábrica da Criatividade, a curta metragem documental Montanhas Efémeras, realizada por Mário Melo Costa, com texto original de Joana Bértholo e música de José Grossinho, construída a partir da criação sonora desenvolvida por Fernando Mota, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.
Produzido pela Instrumentária Poética – Associação Cultural, o filme nasce de quatro residências artísticas realizadas no âmbito do projeto Até ao fim do mundo, de Fernando Mota, desenvolvidas em Castelo Branco, Lourinhã, Capelo (ilha do Faial) e Guarda, em colaboração com os geoparques destes territórios.
Partindo das paisagens, das formações geológicas e dos vestígios deixados pelo tempo profundo, Montanhas Efémeras propõe uma reflexão sensorial e poética sobre a escala do ser humano perante a vastidão temporal da Terra. Entre montanhas, rochas, vento, vegetação e matérias em permanente transformação, o filme convida o espectador a observar o mundo natural a partir de uma perspetiva alargada, onde o efémero e o permanente coexistem.Ao longo da obra acompanhamos também Fernando Mota no seu processo de recolha sonora em campo. Num gesto de escuta atenta e íntima da natureza, o artista regista sons que servem de matéria-prima para a composição musical de José Grossinho. A música dialoga com as imagens captadas durante as residências e com o texto de Joana Bértholo, escrito a partir desta experiência partilhada, dando origem a uma criação onde paisagem, som e palavra se fundem numa mesma respiração.
Mais do que um documentário sobre lugares específicos, Montanhas Efémeras constrói uma viagem por territórios físicos e imaginários, explorando a memória inscrita na pedra, a fragilidade do tempo humano e a permanente possibilidade de recomeço. O resultado é uma meditação visual e sonora sobre aquilo que permanece, aquilo que desaparece e aquilo que regressa.