O sindicato S.TO.P. (Sindicato de Todos os Profissionais da Educação) convocou uma greve nacional no setor da educação para a próxima quinta-feira, dia 18 de junho, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A paralisação foi decidida em plenário no dia 10 de junho e surge como resposta ao agendamento da discussão e votação do projeto de reforma laboral na Assembleia da República, previsto para a mesma data.
A estrutura sindical contesta a decisão do Governo de levar a proposta de alteração das leis laborais a parlamento, argumentando que a medida ocorre após a realização de duas greves gerais e apesar da oposição manifestada por uma maioria da população. O sindicato refere ainda que o projeto não obteve consenso em reuniões prévias com as organizações representativas dos trabalhadores.
Além da greve, o S.TO.P. apelou à participação dos profissionais numa concentração em frente à Assembleia da República, em Lisboa, com início marcado para as 13h30, integrando uma iniciativa também convocada pela CGTP.
Devido ao curto espaço de tempo entre a convocação e a realização da greve, e com o objetivo de evitar a imposição de serviços mínimos, o sindicato definiu duas exceções à paralisação: trabalho associado ao exame final nacional de biologia e geologia (719) e realização de reuniões de avaliação final.
Desta forma, os serviços relacionados com estes dois pontos deverão decorrer sem interrupções por parte dos profissionais abrangidos pela greve.
