Os distritos de Coimbra e Leiria foram palco de jornadas parlamentares do PCP destinadas a avaliar os impactos das intempéries ocorridas no início de 2026, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Cinco meses após o galgamento das margens da Ribeira de Eiras, em Coimbra, persistem relatos de habitantes sem acesso a água, eletricidade ou habitação, além da falta de apoios financeiros para a reconstrução de bens destruídos. A situação na Ribeira de Eiras é marcada por infraestruturas que permanecem por reparar, incluindo uma ponte que se encontra suspensa e escorada com calços de madeira. Os moradores locais denunciam um impasse na definição de responsabilidades entre seguradoras, a Câmara Municipal e outras entidades públicas.
No que respeita à rede viária, a EN 110 mantém-se cortada ao trânsito desde janeiro na zona do Casal da Misarela, impossibilitando a ligação direta entre Penacova e Torres do Mondego. Outras vias estruturantes, como a EN 2 (Penacova) e a EN 347 (Penela), apresentam também interrupções ou riscos de aluimento que aguardam intervenção da Infraestruturas de Portugal.
No Baixo Mondego, os agricultores assinalam o atraso na chegada dos apoios governamentais prometidos na sequência das tempestades. Segundo os relatos recolhidos, existem candidaturas a medidas de apoio, incluindo o subsídio ao combustível, que ainda não foram liquidadas.
Embora a água já circule no canal de rega principal da Obra Hidroagrícola do Mondego, as obras de reparação deverão prosseguir até ao final do ano, o que gera incerteza quanto ao planeamento das futuras campanhas agrícolas.
As populações afetadas e as delegações políticas exigem a alocação urgente de meios para a reposição das condições de segurança e circulação.
É defendida a necessidade de dotar os organismos públicos, nomeadamente a Agência Portuguesa do Ambiente (APA), de recursos para uma monitorização regular e adequada, bem como o financiamento para a conclusão definitiva da obra hidroagrícola para permitir uma gestão mais eficaz da Bacia do Mondego.