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População reclama reabertura da Ponte da Vista Alegre ao trânsito automóvel

Redação Central Press/
16/06/2026, 12h12
/
3 min
“A Fazer Tertúlias” sobre a Ponte da Vista Alegre @Unir Para Fazer
“A Fazer Tertúlias” sobre a Ponte da Vista Alegre @Unir Para Fazer

Mais de 60 pessoas reuniram-se esta segunda-feira, 15 de junho, no Centro Cultural e Recreativo da Gafanha da Boavista para debater o futuro da Ponte da Vista Alegre, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A sessão, promovida pelo Movimento Unir para Fazer (UPF), serviu para auscultar os cidadãos sobre os impactos do encerramento da travessia, que se encontra interdita desde dezembro de 2025.

A interdição da ponte afeta diretamente centenas de pessoas de localidades como a Gafanha da Boavista, Vista Alegre, Gafanha do Carmo e Gafanha da Boa Hora. Durante a sessão, foi destacado o impacto negativo nas deslocações diárias para a Zona Industrial da Mota, afetando igualmente residentes da margem oposta, nomeadamente de Vale de Ílhavo, Sosa e Moitinhos. Os participantes relataram um aumento dos custos das famílias e do tempo gasto em viagens, agravado pela oferta limitada de transportes públicos na região.

A população manifestou incompreensão perante a ausência de um plano definido ou cronograma de intervenção após seis meses de bloqueio. Uma das principais conclusões da tertúlia foi a rejeição maioritária de uma solução que preveja apenas a travessia pedonal e ciclável.

Os presentes defenderam que qualquer intervenção definitiva deve garantir a circulação de veículos automóveis, defendendo a construção de uma nova ponte adaptada às necessidades atuais do território. Paralelamente, foi solicitada a implementação de uma solução temporária que permita restabelecer a ligação rapidamente, através da reparação condicionada da infraestrutura existente enquanto decorrem os procedimentos para a obra definitiva.

Durante o encontro, foi recordado que a atual ponte resultou de um processo de mobilização comunitária no final da década de 1970, o que reforça o valor simbólico e social da infraestrutura para as populações locais.

Os cidadãos manifestaram frustração com a alegada falta de recursos financeiros para a obra, argumentando que a reposição da ligação deve ser uma prioridade estratégica para garantir a coesão territorial do município.

O movimento UPF sublinhou a necessidade de envolver os residentes na discussão de soluções que afetam a sua qualidade de vida.

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