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Óbidos formaliza candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028

Redação Central Press/
18/06/2026, 19h15
/
2 min
Óbidos @CM Óbidos
Óbidos @CM Óbidos

O Município de Óbidos anunciou oficialmente a sua candidatura a Capital Portuguesa da Cultura 2028, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

A proposta, centrada na premissa de transformar a Literatura numa "verdadeira política pública", foca-se na cultura como um investimento estratégico para o desenvolvimento do país e das comunidades.

Segundo o presidente da Câmara Municipal, Filipe Daniel, a candidatura assenta na convicção de que o investimento na capacidade crítica e na imaginação das comunidades prepara os territórios para desafios futuros, como a aceleração tecnológica e a fragmentação social.

O autarca sublinha que a experiência de Óbidos como Cidade Criativa da UNESCO, desde 2015, demonstrou que a cultura é capaz de gerar valor económico e fortalecer a coesão social.

Um dos eixos estruturantes do projeto é a criação do Centro Internacional da Literatura e do Conhecimento.

Esta infraestrutura integrará uma biblioteca contemporânea, espaços de criação artística, residências criativas e um Centro de Internacionalização da Língua Portuguesa. O objetivo é posicionar a vila como um hub transatlântico de cooperação cultural entre a Europa, África e a América Latina, aproveitando o ativo estratégico dos mais de 300 milhões de falantes de português.

A candidatura conta com um grupo de embaixadores de relevo no panorama literário, incluindo nomes como Pilar del Río, Mia Couto, José Eduardo Agualusa, Valter Hugo Mãe, Dulce Maria Cardoso e José Luís Peixoto.

Para o vereador da Cultura, Ricardo Duque, estes apoios reforçam a visão da literatura e da criação como instrumentos de emancipação e liberdade.

O plano estratégico prevê ainda o reforço das redes de leitura, o apoio à criação artística e a aproximação da cultura às escolas e comunidades, visando deixar um legado que ultrapasse o ano da distinção.

A autarquia defende que a cultura deve ser encarada não como um setor periférico, mas como uma força estruturante da economia e da atratividade territorial.

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