O Parlamento rejeitou a proposta de reforma laboral que estava em discussão, um desfecho que o sindicato S.TO.P. atribui diretamente à mobilização e à luta dos trabalhadores ocorrida nos últimos meses, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Para a estrutura sindical, este resultado representa o impedimento de medidas que visavam a precarização dos vínculos laborais, a facilitação do despedimento e a limitação de direitos fundamentais, como o direito à greve e de reunião.
O S.TO.P. afirmou ter estado na frente da contestação a este pacote legislativo desde agosto do ano passado.
No âmbito desta oposição, o sindicato convocou uma greve nacional da educação para o passado dia 18 de junho, data que coincidiu com o início do debate parlamentar da reforma. A organização defende que esta paralisação foi decisiva para evitar o que classifica como um retrocesso nos direitos dos profissionais do setor e de todos os trabalhadores.
Após o chumbo da proposta, o sindicato sublinhou que a prioridade deve agora centrar-se na valorização das carreiras da educação, nomeadamente de docentes, assistentes operacionais e técnicos, bem como no reforço dos serviços públicos.
A estrutura sindical aponta como objetivos essenciais a melhoria do Sistema Nacional de Saúde, a garantia de salários dignos e o acesso universal à habitação, considerando que a rejeição da reforma é um passo para assegurar condições de vida adequadas à população.