O Grupo Parlamentar do PCP endereçou uma pergunta oficial ao Ministério da Saúde sobre a situação do pólo da Figueira da Foz do Centro de Respostas Integradas (CRI), afeto ao Instituto para os Comportamentos Aditivos e as Dependências (ICAD), de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Em causa está a necessidade de a equipa de saúde desocupar as atuais instalações até ao próximo mês de agosto, na sequência da venda do edifício onde o serviço funciona. Segundo o documento do grupo parlamentar, não existe atualmente uma alternativa que assegure a continuidade do serviço no concelho.
O CRI da Figueira da Foz presta apoio clínico, psicológico e social, focado na reinserção social e redução de riscos para utentes com comportamentos aditivos. A equipa acompanha cerca de 500 utentes e a sua área de influência abrange ainda os concelhos de Cantanhede, Mira, Montemor-o-Velho e Soure, entre outras localidades.
O PCP alerta que a ausência de uma solução poderá deixar uma população vulnerável sem apoio especializado e fragilizar a resposta do Serviço Nacional de Saúde. Adicionalmente, o eventual encerramento das instalações obrigaria os profissionais a deslocações diárias superiores para assegurar o acompanhamento da comunidade.
Na iniciativa entregue na Assembleia da República, o partido questiona se o Governo tem conhecimento do encerramento previsto e se estão a ser planeadas medidas para acautelar os postos de trabalho e a manutenção da assistência de proximidade.
O executivo é ainda instado a clarificar que diligências pretende tomar junto do ICAD e da autarquia local para resolver a carência de instalações.
