A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) reportou que diversos professores classificadores do exame nacional de Português do 12.º ano ainda não receberam as credenciais e códigos necessários para aceder às provas. O problema verifica-se numa fase em que o período de classificação já decorre, estando balizado entre 23 de junho e 5 de julho. Estes relatos somam-se a outras notícias de erros e dificuldades técnicas verificadas durante o presente ciclo de exames, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A organização sindical atribui parte destes obstáculos à recente reestruturação do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, que resultou na transferência de competências para a Agência para a Gestão do Sistema Educativo (AGSE, I.P.).
Entre as falhas apontadas encontram-se dificuldades de contacto com os serviços, respostas tardias ou contraditórias e o funcionamento inadequado das plataformas digitais. O sindicato alega que a nova estrutura administrativa tem ficado aquém da eficiência anunciada pela tutela.
Para a FENPROF, estas deficiências administrativas e tecnológicas têm impacto direto na confiança de alunos e famílias, uma vez que os resultados dos exames condicionam o acesso ao ensino superior e as escolhas futuras dos estudantes.
A federação aponta ainda que polémicas recentes em torno das provas lançaram dúvidas sobre a igualdade de oportunidades.
Apesar de manter uma posição crítica de princípio contra a existência de exames nacionais, a estrutura sindical defende que o Estado tem a obrigação de garantir o rigor e a transparência de todo o processo.
FENPROF considera inaceitável que decisões de reorganização interna coloquem em causa o funcionamento de áreas críticas do sistema educativo.
