Docentes e investigadores do Instituto Politécnico de Leiria lançaram uma petição pública para manifestar preocupação com o processo de transformação da instituição na futura Universidade de Leiria e Oeste, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A iniciativa, que surge na sequência de um plenário convocado pelo SPRC/FENPROF, aponta a falta de conhecimento sobre o conteúdo do decreto-lei que concretizará a mudança e as suas implicações nas carreiras e vínculos laborais.
De acordo com o texto da petição, a maior transformação institucional da história do Politécnico está a decorrer sem a devida informação pública ou um envolvimento efetivo da comunidade académica.
As preocupações agravaram-se com a recente publicação, em consulta pública, do Projeto de Regulamento de Recrutamento, Seleção e Contratação de Pessoal Docente Especialmente Contratado.
O sindicato considera que este documento sugere um modelo de gestão que poderá permitir a contratação de docentes sem remuneração em certas circunstâncias e a definição de cargas letivas desproporcionais através de despachos reitorais.
Os subscritores do documento exigem três compromissos fundamentais à Presidência do Instituto: a garantia de que a transição não resulte na precarização das relações laborais, a valorização das carreiras de docentes e investigadores e a asseguração de transparência em todo o processo.
O texto da petição reforça que os profissionais da instituição não devem financiar a criação da nova universidade através da perda de direitos ou do aumento da carga de trabalho.
O movimento apela agora à abertura urgente de um processo de diálogo transparente para clarificar a organização e as condições de trabalho na futura Universidade de Leiria e Oeste.
