A Guarda Nacional Republicana (GNR) constituiu arguido, no passado dia 30 de junho, um homem de 30 anos por suspeitas de falsificação de notação técnica, falsidade informática e falsificação de documentos. A intervenção ocorreu no Itinerário Complementar n.º 2 (IC2), na freguesia de Alcoentre, na sequência de uma colisão traseira entre um veículo ligeiro de mercadorias e um veículo pesado, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Durante a fiscalização no local do acidente, os militares verificaram que o tacógrafo do veículo pesado não tinha qualquer cartão introduzido. A análise técnica subsequente revelou que, minutos antes da chegada da autoridade, havia sido retirado do aparelho um cartão pertencente à entidade patronal do condutor. O referido cartão foi localizado na posse do motorista e apreendido.
As diligências apuraram que o condutor utilizava o cartão da empresa para produzir registos de tempos de condução e repouso não genuínos. Nas instalações da entidade patronal, foi posteriormente localizado o cartão pessoal do motorista, que deveria estar a ser utilizado no aparelho de controlo. Adicionalmente, as autoridades verificaram que o veículo pesado circulava com a matrícula cancelada.
Foi ainda detetada a falsificação do documento do seguro de responsabilidade civil, apresentado em formato digital como sendo de uma seguradora francesa, confirmando-se que o veículo não possuía seguro válido.
O condutor foi constituído arguido e sujeito à medida de coação de Termo de Identidade e Residência. O veículo pesado e o cartão tacográfico foram apreendidos cautelarmente, tendo o caso sido comunicado ao Departamento de Investigação e Ação Penal de Alenquer.
A GNR sublinha que a manipulação de tacógrafos é uma infração grave que, além de comprometer a fiscalização do transporte rodoviário, potencia situações de fadiga na condução e aumenta o risco de acidentes.
A autoridade alerta ainda que estas práticas favorecem a concorrência desleal entre operadores do setor.