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Operação “JET LAG”: 12 detidos por associação criminosa, branqueamento e burla qualificada por meio informático

Redação Central Press/
01/07/2026, 16h40
/
3 min
Imagem ilustrativa @DR
Imagem ilustrativa @DR

A Polícia Judiciária, através da Diretoria do Norte, desencadeou, hoje, uma operação policial na qual deteve 12 homens, por crimes de associação criminosa, branqueamento e burla qualificada por meio informático e que permitiu pôr cobro à atividade de uma organização criminosa, ativa pelo menos desde 2021, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press. 

Esta organização, com uma matriz de autêntica rede de natureza transnacional, dedicava-se à prática do crime de branqueamento, associada a operações ilícitas a montante, cometidas maioritariamente em Portugal, França, Espanha e Bélgica, e concretizadas através da prática sistemática de burla qualificada, acesso ilegítimo e falsidade informática, crimes de onde resultavam as vantagens posteriormente branqueadas.

No topo da organização encontrava-se um cidadão português, identificado pela PJ, residente na Bélgica, que se deslocava regularmente a Portugal para operacionalizar o processo de branqueamento.

Contava, para tal, com o apoio de elementos fixos em território nacional e de "money mules", recrutados para constituírem uma arquitetura societária deliberadamente concebida como veículo de passagem, destinado a dissipar as vantagens ilícitas.

A referida organização operava através de um ciclo de execução por estados, numa lógica “just in time”, visando a máxima eficiência na ocultação de fundos ilícitos, razão porque necessitava de um recrutamento constante ao nível das “money mules”, indispensáveis para corporizarem as supostas estruturas societárias.

Posteriormente, os fundos foram transferidos para jurisdições como a Lituânia, Reino Unido, Alemanha, Bélgica, Espanha e Suécia, configurando uma estratégia de fragmentação internacional para prevenir apreensões judiciais.

No âmbito da operação JET LAG, além dos 12 detidos, foram ainda apreendidas duas viaturas de alta gama, documentação relevante para a investigação e 19 contas bancárias nacionais.

Encontram-se ainda em investigação movimentos financeiros fraudulentos estimados em 17 milhões de euros, tendo já sido identificados lesados no montante de dois milhões e quinhentos mil euros, todos sociedades com sede fora de Portugal.

Os detidos, com idades compreendidas entre os 30 e 60 anos, todos portugueses, vão ser presentes a interrogatório judicial para aplicação das medidas de coação.

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