O Executivo Municipal de Pombal emitiu, na reunião de câmara realizada esta quinta-feira, 2 de julho, um parecer desfavorável a dois projetos ligados à atividade extrativa no concelho. A decisão incide sobre o projeto de concessão mineira “Eguins”, na freguesia de Albergaria dos Doze, e sobre o pedido de prospeção “Barra Longa”, nas freguesias de Abiul e Vila Cã, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
No caso do projeto “Eguins”, integrado num processo de Avaliação de Impacte Ambiental da Agência Portuguesa do Ambiente, a autarquia fundamenta a sua posição com os riscos para os recursos hídricos da bacia do rio Arunca e a elevada sensibilidade ecológica e ambiental das áreas abrangidas.
Quanto ao pedido “Barra Longa”, o Município reiterou a sua oposição em linha com as medidas já discutidas em sede de Assembleia Municipal em 2024, priorizando a proteção dos recursos naturais e da qualidade de vida das populações locais. A autarquia justifica esta tomada de posição perante o crescimento significativo de pedidos de prospeção e pesquisa no território.
Segundo a avaliação municipal, a proximidade entre as áreas de exploração e os núcleos populacionais potencia impactes cumulativos negativos ao nível da qualidade do ar, do ruído, da paisagem e dos ecossistemas.
Foram também identificados riscos relacionados com o aumento do tráfego de veículos pesados, que resultaria na degradação da rede viária municipal e num acréscimo de encargos públicos e riscos de segurança.
O Município de Pombal defende a necessidade de compatibilizar o desenvolvimento do concelho com a valorização das atividades agrícolas e a fixação de população.
Em comunicado, a edilidade reforçou o compromisso com uma gestão equilibrada do território, sublinhando que a expansão da atividade extrativa deve ser cautelosa para garantir a coesão territorial e a preservação dos recursos naturais para as gerações futuras.
