O incêndio que deflagrou na madrugada de quinta-feira, em Tourelhe, na União das Freguesias de Cambra e Carvalhal de Vermilhas, concelho de Vouzela, continua ativo e a mobilizar um forte dispositivo de combate, embora a evolução das chamas apresente sinais distintos nas diferentes frentes, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Segundo o mais recente balanço operacional, encontram-se no terreno 1.297 operacionais, apoiados por 429 meios terrestres e 10 meios aéreos, que continuam empenhados nas operações de combate ao incêndio que se estende pelos concelhos de Vouzela, Oliveira de Frades, Tondela e Águeda.
Num ponto de situação divulgado às 13h20 desta sexta-feira, o Município de Vouzela informou que a frente de incêndio que suscita maior preocupação é a de Cercosa, na freguesia de Campia, onde as chamas continuam a lavrar com maior intensidade. Em contrapartida, a frente de Alcofra, que evoluía em direção ao Caramulo, encontra-se controlada, enquanto o incêndio na União das Freguesias de Cambra e Carvalhal de Vermilhas, onde o fogo teve origem, está dominado.
A autarquia sublinha, contudo, que a intensidade e a direção do vento continuam a ser fatores imprevisíveis, podendo alterar rapidamente a evolução do incêndio e obrigar ao reajustamento permanente da estratégia de combate.
No mesmo comunicado, o município agradece o trabalho desenvolvido pelas entidades de Proteção Civil e pelas populações das freguesias mais afetadas, destacando o apoio prestado aos operacionais durante os últimos dias de combate às chamas.
À hora da divulgação do comunicado, não existiam estradas cortadas no concelho de Vouzela, nem constrangimentos no fornecimento de eletricidade, comunicações ou abastecimento de água. Ainda assim, a Câmara Municipal apelou à população para fazer um uso responsável da água, tendo em conta que este recurso continua a ser utilizado nas operações de combate ao incêndio.
Entretanto, o dispositivo foi reforçado com meios aéreos adicionais, incluindo meios da Força Aérea Portuguesa no âmbito do apoio nacional às operações de combate aos incêndios rurais, procurando consolidar as zonas já dominadas e conter as frentes ainda ativas.
As autoridades mantêm o apelo para que a população siga rigorosamente as indicações das forças de segurança e da Proteção Civil, numa operação que continua condicionada pelas elevadas temperaturas e pelo vento, fatores que podem influenciar o comportamento do incêndio a qualquer momento.