A Polícia Judiciária (PJ) participou, entre os dias 8 e 12 de junho, na operação internacional “Global Chain”, uma ação coordenada pela Europol, Frontex e Interpol destinada ao combate ao tráfico de seres humanos. A iniciativa, que decorreu em simultâneo em 59 países, resultou na detenção global de 1.024 suspeitos e na identificação de 2.070 vítimas, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Em Portugal, a intervenção contou com a mobilização de 718 operacionais e culminou na detenção de três indivíduos, tendo sido sinalizadas oito vítimas de exploração sexual.
A nível mundial, a operação incidiu sobre o tráfico para fins de exploração sexual, criminalidade forçada e mendicidade, com um enfoque específico na proteção de vítimas menores de idade.
Dos resultados globais, os dados indicam que 334 das detenções foram efetuadas pelo crime de tráfico de seres humanos, enquanto as restantes 690 se deveram a outras tipologias criminais.
Entre as vítimas identificadas, a maioria é adulta e do sexo feminino, sendo que 88% dos casos reportam a fins de exploração sexual.
Foram ainda contabilizados 162 menores entre as vítimas, cuja exploração está maioritariamente associada à mendicidade e à prática de furtos, frequentemente sob coação de membros da própria família.
A operação mobilizou mais de 40 mil operacionais a nível global, que realizaram a fiscalização de 565.470 pessoas, 360.317 documentos de identificação e mais de 20 mil locais.
Para assegurar a cooperação transfronteiriça, foram estabelecidos dois centros de coordenação: um em Skopje (Macedónia do Norte), abrangendo a Europa, Ásia e África, e outro no Rio de Janeiro (Brasil), focado no continente americano.
As vítimas identificadas são oriundas de 45 países, com maior incidência na Colômbia, Argentina, Venezuela, Nepal e Moldávia.