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ULS Médio Tejo implementa equipa especializada para melhorar acessos venosos de utentes

Redação Central Press/
06/07/2026, 14h50
/
2 min
Equipa de Acessos Vasculares Ecoguiados @ULS Médio Tejo
Equipa de Acessos Vasculares Ecoguiados @ULS Médio Tejo

A ULS Médio Tejo criou uma nova Equipa de Acessos Vasculares Ecoguiados, que já iniciou atividade no Hospital de Toma  sob coordenação do Serviço de Anestesiologia. A equipa será progressivamente alargada às unidades hospitalares de Abrantes e Torres Novas, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.

A colocação de um acesso venoso é um dos procedimentos mais comuns em contexto hospitalar. No entanto, para alguns utentes, pode transformar-se num momento de grande desconforto, envolvendo várias tentativas, dor, ansiedade e, no limite, impactando o início dos tratamentos. A criação desta resposta na ULS Médio Tejo surge para enfrentar um problema com impacto clínico e organizacional significativo. Estima-se que a perda precoce de acessos venosos periféricos ocorra em cerca de 35% a 50% dos casos, por situações como obstrução, infiltração, flebite, extravasamento ou infeção no local de punção. Em Portugal, cerca de 25% dos utentes poderá necessitar de duas a oito tentativas até se conseguir uma punção venosa com sucesso, uma realidade que reforça a necessidade de equipas diferenciadas, formação específica e recurso a tecnologia ecográfica.

Com recurso à ecografia, os profissionais de saúde conseguem visualizar os vasos sanguíneos em tempo real, identificar o acesso mais adequado e orientar a colocação de cateteres e outros dispositivos com maior precisão. Para o utente, esta abordagem pode significar menos picadas, menos dor, menos ansiedade e menor risco de complicações.

A nova equipa vai também criar circuitos internos para que os serviços possam referenciar os utentes que necessitam deste tipo de resposta, garantindo uma abordagem mais organizada, mais rápida e mais adequada a cada situação clínica. Para além da colocação de acessos venosos ecoguiados, o projeto prevê a criação de protocolos, formação contínua dos profissionais e acompanhamento de indicadores como a taxa de sucesso à primeira tentativa, o número de complicações, o tempo de resposta e a satisfação dos utentes e das equipas.

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