A Universidade de Aveiro (UA) concluiu com sucesso a primeira fase de desenvolvimento do CorkSat, um satélite do tipo CubeSat construído em cortiça, e inaugurou um laboratório dedicado à Engenharia Aeroespacial no dia 3 de julho, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O novo satélite utiliza a cortiça por ser um material natural, leve, isolante e renovável, o que facilita a sua destruição total aquando do reingresso na atmosfera terrestre ao fim da vida útil. A estrutura do dispositivo é revestida por painéis fotovoltaicos e inclui sistemas inovadores de monitorização espectral e de degradação da cortiça.
Na fase inicial agora cumprida, o protótipo foi acoplado a um drone e elevado a algumas dezenas de metros do solo para realizar a transmissão de dados para um posto em terra.
O projeto, financiado pela Agenda PRR New Space Portugal, envolve uma equipa multidisciplinar de mais de 50 membros, integrando professores, investigadores e alunos de diversas áreas da engenharia e da física.
As etapas seguintes preveem o lançamento do satélite através de um balão meteorológico e a futura colocação em órbita terrestre, dependendo esta última de financiamento adicional estimado em dezenas de milhares de euros.
Paralelamente, a UA inaugurou no Departamento de Eletrónica, Telecomunicações e Informática (DETI) um laboratório de Engenharia Aeroespacial destinado ao teste e validação de satélites e drones.
A infraestrutura possui equipamentos como uma gaiola de Helmholtz, que permite reproduzir o campo magnético terrestre para calibrar sensores, e uma plataforma de air bearing, que utiliza uma camada de ar para simular a ausência de gravidade no movimento rotacional.
Em conjunto, estas tecnologias permitem reproduzir em ambiente controlado condições próximas das encontradas no espaço.