A trigésima edição do Góis Oroso Arte teve a sua abertura oficial na passada sexta-feira, dia 10, na Casa da Cultura de Góis, consolidando três décadas de intercâmbio artístico entre Portugal e a Galiza, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Sob o tema "Água e Fogo: Onde os Extremos se Encontram", o evento de 2026 reúne criadores de sete nacionalidades e prolonga-se com uma programação diversificada até ao final do mês de julho.
A cerimónia de inauguração contou com a presença de representantes institucionais de ambos os países, artistas e participantes da Residência Artística, servindo também para a apresentação pública dos trabalhos desenvolvidos pelos jovens durante a semana de experimentação cultural.
No decurso da sessão, o presidente da Câmara Municipal de Góis, Rui Sampaio, salientou o percurso do certame na valorização do território e do património natural, defendendo o investimento na cultura como um motor de desenvolvimento local e cooperação internacional.
Por sua vez, o curador do projeto, Rafael Ambel, apresentou uma proposta para a criação de um espaço permanente dedicado ao acervo artístico acumulado ao longo de trinta anos.
O objetivo enunciado pelo curador passa por transformar Góis numa referência da arte contemporânea no centro de Portugal, estabelecendo um polo de criação e investigação com atividade cultural contínua durante todo o ano.
A componente expositiva do evento iniciou-se com a inauguração de uma mostra coletiva na Casa do Artista de Góis, que permanecerá aberta ao público até 31 de julho.
Esta exposição integra obras inspiradas nos elementos água e fogo, explorando diferentes linguagens e técnicas artísticas.
O programa do Góis Oroso Arte inclui ainda sessões de arte ao vivo em diversos pontos do concelho e iniciativas participativas, reforçando a ligação entre a comunidade local e a criação artística contemporânea no âmbito deste projeto de cooperação transfronteiriça.
