O Município de Idanha-a-Nova formalizou a submissão de um parecer desfavorável ao Programa Setorial das Zonas de Aceleração da Implantação de Energias Renováveis (PSZAER), de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A autarquia manifesta oposição a modelos de transição energética que possam provocar impactos ambientais permanentes e irreversíveis no território.
A decisão, que já havia sido comunicada publicamente pela presidente da Câmara, Elza Gonçalves, fundamenta-se na necessidade de preservar a paisagem e evitar a descaracterização morfológica decorrente da instalação de grandes infraestruturas.
De acordo com os dados apresentados pelo município, os projetos previstos teriam um impacto cumulativo de 5 351 hectares, o que corresponde a cerca de 4% da área total do concelho. No parecer submetido na plataforma oficial, a autarquia defende que a transição para energias limpas deve priorizar modelos descentralizados de produção.
Entre as alternativas propostas encontram-se o aproveitamento de zonas artificializadas, o incentivo ao autoconsumo e a criação de comunidades energéticas de pequena escala, opções que o município considera menos conflituosas com a natureza e com o bem-estar das populações.
A autarquia recusa a premissa de que as metas nacionais de descarbonização justifiquem o sacrifício dos recursos endógenos locais.
Segundo a presidente da Câmara Municipal, a prioridade da gestão autárquica é assegurar a qualidade de vida dos residentes e das gerações futuras, rejeitando projetos de escala massiva que comprometam o património natural e o progresso local.
