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PJ detém dois suspeitos de crimes informáticos através de “smishing”

Redação Central Press/
13/07/2026, 17h30
/
3 min
Smishing @freepik
Smishing @freepik

A Unidade Nacional de Combate à Cibercriminalidade e Criminalidade Tecnológica, da Polícia Judiciária, realizou uma operação policial que culminou com a detenção de dois suspeitos indiciados pela prática dos crimes de abuso de cartão de garantia ou de cartão, dispositivo ou dados de pagamento; falsidade informática; aquisição de cartões ou outros dispositivos de pagamento obtidos mediante crime informático; acesso ilegítimo e branqueamento de capitais, através de um esquema criminoso que lhes permitiu um benefício patrimonial na ordem dos 100 mil euros, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Entre 2023 e 2025, os detidos, dois homens, com 38 e 40 anos de idade, obtiveram dados de cartões bancários através de técnicas de “smishing”. A atividade criminosa envolvia, ainda, a participação de outros indivíduos que foram constituídos arguidos no decurso da operação.

O modus operandi consistia na criação de páginas falsas na Internet, que simulavam a plataforma legítima de determinada instituição financeira, seguida do envio de uma mensagem SMS para os telemóveis de várias vítimas, contendo hiperligações que as direcionavam exatamente para a página fraudulenta.

Acreditando tratar-se da página oficial do banco, as vítimas introduziam as suas credenciais de acesso para consultar as respetivas contas, sem saber que, ao fazê-lo, estavam igualmente a partilhá-las com terceiros.

Recorrendo, depois, a técnicas de “spoofing”, os suspeitos contactavam telefonicamente as vítimas, fazendo passar-se por colaboradores da instituição financeira. Afirmavam ter detetado alegadas transações suspeitas associadas aos cartões e invocavam a necessidade de proceder à atualização ou validação dos movimentos bancários, conseguindo assim obter os códigos de autenticação enviados, neste caso, pela própria instituição de pagamento, para os telemóveis das vítimas.

Ultrapassados os mecanismos de dupla autenticação e na posse de todos os dados, realizavam operações de pagamento, compras ou transferências com recurso aos respetivos cartões bancários.

Os valores obtidos eram, posteriormente, dispersos através de plataformas de jogo online, mediante a realização de apostas de baixo risco e subsequente transferência dos montantes para contas bancárias associadas a essas plataformas de jogo, dificultando, assim, a deteção da sua origem ilícita.

Os detidos serão presentes, amanhã, a primeiro interrogatório judicial de arguido detido no Tribunal de Instrução Criminal de Loures para aplicação das medidas de coação.

O inquérito é titulado pelo DIAP de Loures.

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