O júri do Prémio Maria Lamas para Estudos sobre a Mulher e o Género deliberou, por unanimidade, atribuir a edição de 2026, ex aequo, a dois trabalhos de investigação que se destacaram pela relevância científica. As obras distinguidas focam-se no papel das mulheres no processo de habitação pós-25 de Abril e na realidade do sistema prisional feminino, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Um dos estudos premiados intitula-se "As Mulheres no Processo SAAL (1974-1976). Arquitetas, Técnicas e Moradoras pelo Direito à Habitação", da autoria de Lia Pereira Saraiva Gil Antunes. O júri destacou o contributo desta obra para a preservação da memória de políticas de habitação inclusivas.
A segunda distinção foi atribuída a Vera Inês Costa da Silva pelo trabalho "Configurações de Género nas Prisões Femininas: Permanências, Continuidades e Variações", uma investigação de natureza etnográfica que atualiza os estudos sobre as prisões no feminino.
O júri desta edição foi constituído pelos professores Miguel Vale de Almeida, Anália Torres e Inês Paulo Brasão.
Segundo a ata de deliberação, o concurso registou um elevado número de candidaturas, tendo sido sublinhada a "quantidade e excelente qualidade" dos trabalhos apresentados.
A cerimónia de entrega do prémio está marcada para o dia 18 de julho, às 18h00, no Castelo de Torres Novas.
O evento contará com a participação das autoras premiadas e dos elementos que compuseram o júri.
