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PJ cooperou com a Polícia Nacional espanhola no desmantelamento de organização criminosa

Redação Central Press/
15/07/2026, 13h29
/
3 min
Diretoria do Sul da PJ @PJ
Diretoria do Sul da PJ @PJ

Quatro pessoas foram detidas e sujeitas a prisão preventiva em Portugal, Espanha e no Panamá, fortemente indiciadas da prática de burlas que envolviam plataformas de falsos investimentos, esquemas “man-in-the-middle” e emissão de faturas falsas, e que terão desviado 140 milhões de euros, obtidos através de burlas informáticas, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.

Dois dos quatro elementos desta organização criminosa, nomeadamente o cabecilha, foram detidos em Vila Nova de Gaia e no Porto, em cumprimento de mandados de busca e detenção solicitados pelas autoridades judiciais espanholas, numa operação executada pela Diretoria do Norte da Polícia Judiciária com a participação de elementos da Polícia Nacional de Espanha e da Europol.

As autoridades espanholas conseguiram, assim, desmantelar, com sucesso, dois centros operacionais estratégicos, procedendo à detenção dos seus gerentes e apreendendo mais de 170 smartphones e 15 computadores utilizados para realizar milhares de transferências.

Paralelamente à ação policial, foram apreendidos três milhões de euros em recursos obtidos de forma fraudulenta, que se encontram disponíveis para restituição às vítimas de tais crimes.

O grupo de suspeitos procedeu à abertura de 800 contas bancárias e 120 contas empresariais, tendo-se apropriado de um total de 140 milhões de euros.

A investigação teve início quando as autoridades policiais detetaram atividade empresarial que parecia legítima, mas apresentava indícios de lavagem de dinheiro, envolvendo nove pessoas singulares e 19 coletivas.

Os suspeitos criaram e geriram uma rede de mais de 800 contas bancárias, utilizadas para receber avultadas quantias obtidas de forma ilícita por meio de inúmeras burlas.

Os fundos angariados eram imediatamente dispersos e ocultos numa outra rede de contas bancárias, numa cadeia de transações que protegia o produto do crime, permitindo que tais quantias fossem transferidas de forma dissimulada para contas bancárias de outros países.

Até ao momento, foi identificado um fluxo financeiro superior a 94 milhões de euros, ao qual se somam 61 milhões desviados em 2024 por meio de uma "fraude CEO".

Para o branqueamento das quantias subtraídas às vítimas, o grupo angariou e contou com a colaboração de 67 “money mules”, dispersas por vários países, na Europa.

A investigação desmantelou a rede de branqueamento da organização criminosa, abrangendo tanto as suas operações nacionais quanto as suas ramificações internacionais, nomeadamente em Portugal.

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