A FENPROF considera que as declarações proferidas hoje pelo primeiro-ministro, Luís Montenegro, no encontro partidário realizado ontem sobre o Estado da Nação, constituem "um ataque inadmissível aos professores e uma inaceitável tentativa de desviar as responsabilidades políticas do governo" relativamente ao processo de classificação das provas de exame do ensino secundário, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.
Ao relacionar as dificuldades verificadas com a discordância de alguns professores em relação ao modelo adotado e ao insinuar que estes não estão a revelar o profissionalismo exigível, a FENPROF considera que o chefe do governo "ultrapassou todos os limites do aceitável" assim como "quando Luís Montenegro escamoteia qualquer responsabilidade política, admitindo a custo algumas falhas eventuais, porventura técnicas".
A FENPROF afirma rejeitar categoricamente qualquer "tentativa de imputar aos professores responsabilidades que pertencem exclusivamente ao governo e ao MECI".
O sindicato acusa o governo dos problemas que se têm sucedido apontado que os mesmos "resultam de opções políticas e administrativas do governo e, em particular, do ministério de Fernando Alexandre: com a forma precipitada e arrogante, contra todos os avisos, como optou por generalizar o processo de classificação (...). A FRNPROF considera que são estes erros que explicam o clima "de enorme insegurança e ansiedade hoje vivido por alunos, famílias e professores".
A FENPROF condena "veementemente" as declarações de Luís Montenegro e exige a "retratação relativamente às insinuações feitas sobre o profissionalismo dos docentes".
