A Praça da Criatividade, em Óbidos, acolheu o 1.º Seminário da Associação Portuguesa pelo Direito a Brincar, um evento que reuniu cerca de 500 participantes, somando o público presencial e os que acompanharam via streaming, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A iniciativa, organizada em parceria com o Município de Óbidos, teve como objetivo central refletir sobre os desafios da infância nas sociedades contemporâneas, abordando temas como a autonomia, o risco e a necessidade de devolver liberdade às crianças.
O professor Doutor Carlos Neto, da Faculdade de Motricidade Humana da Universidade de Lisboa, foi o principal conferencista do encontro. Na sua intervenção, o especialista caracterizou o brincar não como um "luxo", mas como um "património da nossa espécie" e uma ferramenta essencial para o equilíbrio emocional e o desenvolvimento da imaginação.
O seminário serviu também de palco para o lançamento da obra "Resta-nos Brincar!", da autoria do próprio conferencista.
O presidente da Câmara Municipal de Óbidos, Filipe Daniel, defendeu que o direito a brincar deve ser encarado como uma missão civilizacional que ultrapassa o âmbito estritamente escolar, devendo influenciar o urbanismo, a cultura e a mobilidade dos territórios.
Segundo o autarca, o município tem consolidado esta visão através de projetos como a Fábrica da Criatividade, o MyMachine e o Óbidos Anima, que integram a educação, o património e a tecnologia no planeamento do território.
O evento, que contou ainda com sessões de trabalho paralelas e uma conferência de encerramento pelo educador Rui Inácio, reforçou a estratégia de Óbidos em colocar a infância e o direito a brincar no centro das políticas públicas.