A Polícia Judiciária (PJ) confirmou que está a investigar as circunstâncias em que uma galera apreendida no âmbito de um processo de tráfico de droga foi deslocada e estacionada em Barcelos, sem que essa movimentação estivesse inicialmente enquadrada no processo de apreensão, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Em comunicado divulgado esta semana, a Direção Nacional da Polícia Judiciária esclarece que tomou conhecimento, no passado dia 14 de julho, de que a galera, que se encontrava apreendida à ordem de um inquérito relacionado com tráfico de droga, teria sido movimentada e parqueada naquele concelho.
Perante a informação recebida, a Direção Nacional determinou de imediato a abertura de um inquérito interno para apurar as circunstâncias da alegada deslocação, uma vez que os factos poderiam configurar a prática de ilícitos criminais.
As diligências entretanto realizadas permitiram confirmar que a galera se encontrava estacionada em Barcelos, atrelada a um camião pertencente à empresa Construbarcelos.
Face à confirmação da localização do veículo, a PJ procedeu à sua remoção, ficando novamente à guarda da instituição. Também a carga transportada foi apreendida, esclarecendo a Polícia Judiciária que os produtos encontrados "não têm natureza estupefaciente".
O caso ganhou relevo público depois de terem surgido notícias que davam conta do desaparecimento do semirreboque apreendido e da sua alegada utilização por uma empresa privada. A situação motivou a abertura de averiguações internas e a comunicação do caso ao Ministério Público, que acompanha agora a investigação.
No esclarecimento agora divulgado, a Polícia Judiciária não adianta como foi possível a saída da galera do parque onde se encontrava apreendida, nem identifica eventuais responsáveis pela movimentação do bem. Essas circunstâncias continuam a ser apuradas no âmbito do inquérito instaurado.
A PJ sublinha que o objetivo da investigação passa por determinar de que forma um bem sob custódia da autoridade judiciária foi deslocado para outro local e se dessa atuação resultaram responsabilidades criminais ou disciplinares.
O inquérito prossegue sob direção do Ministério Público, não sendo, para já, conhecidos mais desenvolvimentos sobre o caso.
