O Município de Leiria e a Ordem dos Farmacêuticos apresentaram hoje, 17 de julho, um projeto-piloto para a criação da primeira Rede de Farmácias de Referência para situações de emergência e catástrofe em Portugal, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A iniciativa permitirá a integração formal das farmácias no Serviço Municipal de Proteção Civil e no Plano Municipal de Emergência, visando garantir o acesso da população a medicamentos em cenários de crise.
O projeto fundamenta-se na experiência decorrente da tempestade Kristin, que evidenciou a necessidade de estruturar o auxílio farmacêutico nos mecanismos de proteção civil.
Segundo a autarquia, o objetivo é reduzir a dependência de iniciativas isoladas e assegurar a continuidade do serviço, especialmente para grupos vulneráveis como doentes crónicos e idosos. A adesão das farmácias será voluntária e estruturada em três níveis de preparação.
O patamar mais elevado, designado como Farmácia de Referência Municipal, será atribuído às unidades que cumpram requisitos técnicos rigorosos, incluindo autonomia energética, segurança das instalações, comunicações e manutenção da cadeia de frio.
Numa fase inicial, prevê-se que a rede seja composta por sete a dez farmácias estrategicamente distribuídas pelo concelho.
O programa inclui uma fase piloto de seis meses, durante a qual serão realizados exercícios de simulação em conjunto com os bombeiros e outras entidades parceiras.
Este modelo, que conta com o acompanhamento da Ordem dos Farmacêuticos e do Infarmed, pretende servir de referência para a implementação em outros municípios portugueses.
A sessão de apresentação contou com a presença de representantes da autarquia e da Ordem dos Farmacêuticos, reforçando a intenção de afirmar Leiria como um modelo nacional na preparação para situações de emergência.
