A Assembleia de Freguesia de Almeida aprovou, em sessão ordinária realizada a 30 de junho de 2026, um pedido de informação dirigido à Câmara Municipal motivado pelo colapso da Capela do Antigo Cemitério.
O documento, aprovado por maioria, descreve o incidente como uma perda patrimonial significativa que afeta um espaço de elevado valor histórico, cultural e afetivo para sucessivas gerações de residentes.
O órgão autárquico fundamenta a iniciativa no dever das entidades públicas em preservar o património e na necessidade de assegurar total transparência perante a população.
Além de exigir detalhes sobre as causas do colapso e as intervenções de recuperação previstas, a Assembleia solicita esclarecimentos sobre o destino da arte tumular remanescente e o ponto de situação do processo de trasladação das ossadas, uma questão sinalizada como pendente há vários anos.
A preocupação estende-se à segurança de outras estruturas emblemáticas da vila. O pedido assinado pelo presidente da Assembleia, Jaime Varelas reclama uma avaliação técnica ao estado de conservação da Torre do Relógio e das muralhas da fortaleza, destacando que estas últimas já sofreram derrocadas em diversos pontos.
A Assembleia defende que a autarquia deve apresentar um plano de manutenção preventiva focado nos elementos mais vulneráveis, visando evitar novos episódios de degradação. Para os eleitos locais, a preservação do património constitui um compromisso com as gerações passadas, presentes e futuras.
O órgão delibera que esta situação deve servir de impulso para uma estratégia municipal mais ativa de proteção e valorização da memória coletiva do território, reforçando a participação cívica na defesa do património comum.
