A Associação Académica de Coimbra (AAC) instalou, na manhã desta sexta-feira, 24 de julho, um labirinto intitulado “Educação sem Saída” à entrada da sua sede, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A iniciativa serviu de cenário para uma conferência de imprensa onde a estrutura estudantil apresentou o seu posicionamento crítico sobre o estado da educação em Portugal e solicitou formalmente a demissão do ministro da Educação, Fernando Alexandre.
Segundo o presidente da Direção-Geral da AAC, José Carlos Machado, o governante não reúne condições políticas para permanecer no cargo face aos sucessivos "fracassos" na gestão do setor. A contestação da AAC fundamenta-se em dificuldades identificadas no ensino superior e secundário.
No que respeita ao Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior (RJIES), os estudantes criticam a falta de auscultação efetiva da "Voz Estudantil" no processo de reforma, alegando que a nova legislação mantém os alunos sub-representados nos conselhos gerais.
Relativamente à Ação Social, a associação manifestou incerteza quanto ao novo modelo de atribuição de bolsas de estudo, cujas candidaturas deveriam abrir a 14 de agosto, alertando para o risco de atrasos nos pagamentos a milhares de estudantes.
O protesto incidiu igualmente sobre as irregularidades registadas nos Exames Nacionais do ensino secundário, classificadas pela AAC como um cenário de "caos" que incluiu erros de enunciação e discrepâncias nas avaliações.
Para a estrutura académica, o labirinto simboliza um sistema educativo onde as promessas de sucesso não encontram uma saída real para os alunos.
A AAC concluiu a sua intervenção afirmando que o atual projeto político ignora a centralidade do estudante e apelou a que o Ministro assuma a responsabilidade pelos resultados da sua tutela.