O Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) manifestou uma oposição firme à possibilidade, avançada pelo Ministro das Finanças, de se proceder a um aumento de impostos ou ao congelamento de salários na Administração Pública, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Segundo a estrutura sindical, estas medidas visam assegurar o cumprimento das metas de investimento impostas pela NATO, o que representaria uma priorização de compromissos externos face à melhoria das condições de vida dos cidadãos.
Em comunicado, o SEP destaca o agravamento de indicadores sociais, como o aumento do número de trabalhadores pobres e os custos elevados com bens essenciais, energia e habitação.
O sindicato argumenta que o Governo tem ignorado as exigências de aumentos salariais intercalares, considerados fundamentais para mitigar a perda de rendimento real dos trabalhadores.
No contexto do Serviço Nacional de Saúde (SNS), o sindicato denuncia a manutenção de um "garrote financeiro" que impede o desenvolvimento das carreiras e limita a admissão de novos profissionais.
Refere ainda que o trabalho extraordinário tem sido o recurso utilizado para assegurar os planos de contingência face ao calor, num cenário marcado pelo encerramento temporário de diversos serviços.
No que concerne especificamente aos enfermeiros, o SEP critica a tutela por protelar o pagamento de retroativos devidos por anos de trabalho e por manter uma proposta de Acordo Coletivo de Trabalho que, no entender da estrutura, retira rendimentos à classe.
O sindicato afirma que não aceitará o aprofundamento da degradação das condições laborais e sociais em função do que classifica como uma opção governamental pela despesa militar.
