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Festival Ocupar a Velga de 3 a 8 de agosto

Redação Central Press/
27/07/2026, 11h18
/
3 min
Aldeia de Valezim @Aldeias de Montanha
Aldeia de Valezim @Aldeias de Montanha

Festival Ocupar a Velga, da Produção d’Fusão, chega à 5.ª edição com um programa intenso que transforma terrenos abandonados da Serra da Estrela em palco de criação, encontro e celebração.

De 3 a 8 de agosto de 2026, a aldeia de Valezim recebe a 5.ª edição do Festival Ocupar a Velga. Durante seis dias terão lugar espetáculos de dança, teatro, cinema, conversas, oficinas e outras experiências, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.

A programação artística inclui teatro, com o espetáculo “Popular” (5 de agosto), de Sara Inês Gigante, uma criação que cruza autoficção, humor e reflexão sobre os conceitos de popularidade, cultura de massas e participação coletiva.

No dia 6 de agosto, o festival apresenta “Mulher Enciclopédica”, uma criação de Poliana Tuchia e Keli Freitas, um solo autobiográfico que atravessa memórias familiares, silêncio e resistência através do humor, da ironia e da desobediência. A receita deste espetáculo é simples: uma mulher, um frango, uma enciclopédia doméstica, algumas páginas de um processo criminal e uma memória que insiste em ferver. A atriz junta estes ingredientes numa panela de pressão, tempera com humor, ironia e uma boa dose de desobediência e cozinha a história em fogo lento, até as camadas do silêncio começarem a se desprender. O espetáculo termina com a degustação de uma canja especial tendo como cenário a noite e as paisagens da Serra da Estrela.

A 7 de agosto, a encenadora Mónica Calle e o Coro das Mulheres da Fábrica estreiam “Descrição de uma Paisagem”, uma performance-percurso inédita criada a convite do Ocupar a Velga. A encenadora e cerca de 30 mulheres apresentam uma experiência coletiva que procura um lugar de comunhão, questionando o que nos une e como podemos encontrar formas de resistência através dos corpos, das vozes e da memória.

No último dia do festival (8 de agosto), Francisco Thiago Cavalcanti & um cavalo disse mamãe apresenta a peça coreográfica “Também se matam cavalos”. A obra reflete sobre os mecanismos de exclusão, desumanização e controlo dos corpos. Entre realidade histórica e ficção, a obra convoca a imaginação como espaço de resistência e sobrevivência, explorando a ténue fronteira entre a loucura, a liberdade e a construção de novas formas de existir.

Paralelamente, o festival acolhe a 6.ª edição do “miniLAB”, uma oficina de artes performativas orientada por Margarida Mestre, dirigida a crianças e jovens dos 6 aos 13 anos; o desenvolvimento da criação artística “Novelga”, conduzida por Catarina Requeijo e Manuela Pedroso, num trabalho desenvolvido com a comunidade e integrado numa obra com estreia prevista para 2027; sessão de curtas-metragens infantis, numa parceria com o Festival Play; oficina sobre a biodiversidade da Serra da Estrela orientada pelo CERVAS - Centro de Ecologia, Recuperação e Vigilância de Animais Selvagens e uma sessão de leitura com Maria Beatriz Seabra.

A 5.ª edição do Ocupar a Velga termina em clima de festa com Mike El Nite, DJ, host e entertainer.

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