A FENPROF considera que os sucessivos que têm marcado o processo de classificação dos Exames Nacionais de 2026 "são consequência de graves falhas de organização e planeamento imputáveis ao Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI)", não podendo os docentes ser chamados a suportar os custos dessas opções, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.
Na sequência do prolongamento dos prazos de classificação, o Júri Nacional de Exames tem vindo a convocar docentes classificadores para trabalharem entre 28 de julho e 4 de agosto, sugerindo que aqueles que se encontrem em período de férias procedam à respetiva alteração junto das escolas.
Segundo a FENPROF, o presidente do Júri Nacional de Exames não tem competência para convocar diretamente os docentes ou para determinar a interrupção ou o adiamento das férias dos docentes. "Qualquer decisão dessa natureza apenas pode ser tomada pelo diretor do Agrupamento ou Escola e terá sempre de ser formalizada por escrito, devidamente fundamentada e respeitar os requisitos legais", consideram.
A FENPROF considera ainda "inaceitável que, depois de semanas de trabalho extraordinário, com classificações realizadas para além do horário normal, incluindo noites e fins de semana, se pretenda agora exigir aos docentes que sacrifiquem também o seu período de descanso para compensar falhas que lhes são totalmente alheias".
Neste sentido, a entidade sindical recomenda aos profissionais que não aceitem pressões informais através de telefonemas ou mensagens e que exijam que qualquer convocatória seja efetuada por escrito. A FENPROF apela também a que os professores "solicitem a fundamentação concreta da alegada necessidade imperiosa, a qual não deve ser genérica, mas sim referente à situação específica de cada docente", que guardem prova de todos os prejuízos eventualmente sofridos e que contactem o sindicato antes de tomarem qualquer decisão.
