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Quatro detidos por crime de incêndio em meio de transporte em Braga ocorrido em fevereiro

Redação Central Press/
31/07/2026, 11h32
/
2 min
Polícia Judiciária @PJ
Polícia Judiciária @PJ

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Braga, levou acabo uma operação policial, com a colaboração da GNR, na qual foram detidos fora de flagrante delito, os presumíveis autores de dois incêndios em meio de transporte, ocorridos nos dias 7 e 8 de fevereiro de 2026, na freguesia de Celeirós, concelho de Braga, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.

Após a comunicação a esta Polícia, foram de imediato efetuadas diligências de investigação, sendo possível coligir-se prova indiciária forte, que imputa aos arguidos a autoria dos referidos incêndios.

Os incêndios provocaram alguns milhares de euros de prejuízo à empresa proprietária dos veículos, e colocaram em perigo bens patrimoniais alheios no valor de centenas de milhares de euros, nomeadamente havendo risco de propagação para outros veículos similares aparcados nas imediações.

Um dos locais onde o incêndio foi ateado situa-se em zona com condições de propagação à mancha florestal, gerando risco acentuado para toda a floresta, aos campos agrícolas e a várias habitações ali existentes.

Os factos ocorreram durante a madrugada, o que dificultou não só a deteção dos incêndios, como também a recolha de prova.

Durante a investigação, apurou-se que os quatro arguidos são também os presumíveis autores de vários incêndios rurais ocorridos na região de Braga, durante o ano de 2025 e início de 2026.

Os suspeitos terão agido por vingança e igualmente por fascínio pelo fogo, bem sabendo que a sua conduta era proibida por lei e representava um perigo iminente para a natureza, populações e bens de terceiros. Os detidos, três homens e uma mulher, com idades compreendidas entre os 21 e os 33 anos, residentes nos concelhos de Braga e Barcelos, serão presentes à autoridade competente para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação, junto do Tribunal Judicial de Braga (Turno), onde os autos correm termos.

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