A FENPROF apresentou, hoje, participações à Inspeção-Geral da Educação e Ciência (IGEC) e à Autoridade para as Condições do Trabalho (ACT), denunciando os propósitos do Ministério da Educação, Ciência e Inovação quanto ao pagamento do serviço de classificação dos exames nacionais, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.
A FENPROF contesta a intenção do MECI de vir a remunerar o trabalho extraordinário dos classificadores através do pagamento de 1 euro por resposta classificada. "Em vez de falar de remuneração pelo trabalho, em consonância com o que a lei prescreve, o MECI escuda-se nas ideias de 'reconhecimento' especial e de 'compensação' por trabalho adicional para apresentar tal pagamento", consideram. Para o sindicato, esta decisão constitui "uma afronta aos docentes", sendo que o trabalho suplementar está legalmente regulado, existindo disposições claras quanto às condições da sua prestação e à respetiva remuneração.
O sindicato dos professores afirma não aceitar que os professores classificadores "sejam tratados com uma espécie de benevolência esmolar que não valoriza, na verdade, o trabalho realizado".
