Portugal reforçou o dispositivo de vigilância da fronteira marítima no Algarve, com a intensificação de patrulhas coordenadas entre a Polícia Marítima, a Marinha Portuguesa e a Unidade de Controlo Costeiro e de Fronteiras (UCCF) da Guarda Nacional Republicana (GNR).
A medida foi anunciada pela Marinha Portuguesa esta sexta-feira, 1 de Agosto, e surge numa altura em que a Península Ibérica acompanha com especial atenção a evolução da pressão migratória na região, após os recentes acontecimentos registados em Ceuta.
Segundo o comunicado oficial, as três forças estão a realizar patrulhas regulares e diárias, tanto por mar como por terra, ao longo da orla costeira do Algarve.
De acordo com a Marinha, as operações decorrem de forma coordenada e integrada, assegurando um dispositivo permanente destinado a reforçar a vigilância da fronteira marítima, a deteção e a interceção de embarcações que possam estar relacionadas com fenómenos de migração irregular ou com outras actividades ilícitas.
O comunicado não estabelece qualquer ligação directa entre o reforço operacional e um eventual aumento de tentativas de entrada irregular em território português, limitando-se a informar que o dispositivo foi reforçado.
Nos últimos dias, as autoridades espanholas enfrentaram um aumento da pressão migratória na cidade autónoma de Ceuta, situação que motivou um reforço dos dispositivos de controlo fronteiriço por parte de Espanha e um acompanhamento atento por parte das autoridades dos países vizinhos.
As autoridades portuguesas não divulgaram qualquer informação sobre a existência de incidentes ou de tentativas de entrada irregular na costa algarvia relacionadas com esses acontecimentos.
A Polícia Marítima e a Marinha apelam ainda à colaboração da população, solicitando que quaisquer movimentações suspeitas no mar ou na zona costeira sejam comunicadas ao Centro de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo de Lisboa (MRCC Lisboa) ou ao Comando Local da Polícia Marítima da respectiva área.
Até ao momento, não foram divulgados dados sobre o número de meios empenhados na operação nem sobre a duração prevista do reforço do dispositivo de vigilância.

