A Marinha Portuguesa coordenou 270 operações de busca e salvamento marítimo entre Janeiro e Julho de 2026, das quais resultou o salvamento de 253 pessoas, segundo um balanço divulgado este sábado pela instituição.
Apenas no último período reportado, os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo (Maritime Rescue Coordination Centre – MRCC) registaram 39 operações, que permitiram salvar 45 pessoas.
De acordo com a Marinha, o MRCC de Lisboa coordenou 32 incidentes, dos quais resultou o salvamento de 44 pessoas. Já o MRCC de Ponta Delgada coordenou sete operações de busca e salvamento, nas quais foi resgatada uma pessoa.
O que são os MRCC
Os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo são estruturas permanentes da Marinha Portuguesa responsáveis por coordenar todas as operações de busca e salvamento em grande parte da área marítima sob responsabilidade nacional.
Portugal dispõe de dois centros nacionais: o MRCC Lisboa, responsável pela vasta região de busca e salvamento do continente e do arquipélago da Madeira, e o MRCC Ponta Delgada, que coordena as operações na área correspondente ao arquipélago dos Açores.
Estes centros funcionam ininterruptamente, 24 horas por dia e 365 dias por ano, recebendo alertas de embarcações, aeronaves, autoridades marítimas e outros organismos, avaliando cada ocorrência e mobilizando os meios considerados necessários para prestar assistência e salvaguardar a vida humana no mar.
Além da coordenação das operações, os MRCC asseguram a articulação entre as diferentes entidades nacionais e internacionais envolvidas em situações de emergência marítima, em conformidade com as convenções internacionais de busca e salvamento marítimo.
Operações envolvem várias entidades
Segundo a Marinha, o sucesso do Sistema Nacional de Busca e Salvamento Marítimo assenta na cooperação entre diversas entidades.
Nas operações são regularmente empenhados meios da Marinha, da Autoridade Marítima Nacional, da Força Aérea Portuguesa (FAP) e de outras entidades que integram a Estrutura Auxiliar do Sistema Nacional de Busca e Salvamento.
Entre essas entidades encontram-se o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), através do Centro de Orientação de Doentes Urgentes no Mar (CODU-MAR), os Serviços Nacionais e Regionais de Protecção Civil e Bombeiros, as administrações marítimas e portuárias, bem como o Sistema de Controlo de Tráfego Costeiro.
A Marinha destaca igualmente o contributo prestado por navios mercantes e embarcações de pesca que, quando necessário, alteram as suas rotas comerciais ou interrompem a actividade profissional para prestar auxílio a pessoas em perigo no mar, sempre sob coordenação dos MRCC de Lisboa e de Ponta Delgada.
Reconhecimento nacional e internacional
No comunicado, a Marinha refere que os Centros de Coordenação de Busca e Salvamento Marítimo têm sido distinguidos, ao longo dos anos, com diversos prémios e reconhecimentos nacionais e internacionais pelo trabalho desenvolvido na salvaguarda da vida humana no mar.
A instituição sublinha ainda que os centros mantêm um serviço permanente, assegurando a resposta a emergências marítimas durante todo o ano, independentemente das condições meteorológicas ou da localização das ocorrências.
Os dados agora divulgados evidenciam a atividade desenvolvida pelo sistema nacional de busca e salvamento marítimo nos primeiros sete meses de 2026, período em que foram coordenadas 270 operações e salvas 253 pessoas em águas sob responsabilidade portuguesa.

