A Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve mantém, passados oito meses desde o início do ano, a suspensão da abertura de concursos para as categorias de enfermeiro especialista e enfermeiro gestor, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Esta situação, segundo o Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), impede que os profissionais que já detêm o título de especialista transitem para a respetiva categoria e sejam compensados pelas competências adquiridas e pelo investimento na sua formação.
As estimativas indicam uma carência de aproximadamente 1500 enfermeiros na ULS do Algarve, dos quais 500 seriam especialistas.
A falta de abertura de vagas é apontada pelo SEP, como uma causa direta para a estagnação do desenvolvimento profissional, gerando um clima de descontentamento e desmotivação entre os trabalhadores.
A ausência de enfermeiros gestores em diversos serviços e unidades funcionais acarreta também consequências administrativas, nomeadamente no processo de avaliação de desempenho, que se encontra condicionado apesar de ser uma obrigação legalmente consagrada.
A situação é interpretada, pelo SEP, como um sinal de falta de valorização da classe por parte do Conselho de Administração e do Ministério da Saúde.
A opção de não avançar com os concursos é vista pelo sindicato, como um reflexo da ausência de medidas para resolver os problemas estruturais do Serviço Nacional de Saúde (SNS) na região algarvia.
