As organizações sindicais representativas dos trabalhadores da saúde no Algarve promovem, esta sexta-feira, dia 7 de agosto, um "Dia de Luta Regional", de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A iniciativa, dinamizada pelo Sindicato dos Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais do Sul e Regiões Autónomas (STFPSSRA) e pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP), inclui uma greve nos turnos da manhã e da tarde por parte do STFPSSRA e uma campanha de auscultação e denúncia promovida pelo SEP.
O caderno reivindicativo destaca uma acentuada carência de profissionais na Unidade Local de Saúde (ULS) do Algarve. Segundo os sindicatos, faltam aproximadamente 1500 enfermeiros (incluindo 500 especialistas) e 500 técnicos auxiliares de saúde. É igualmente reportada a falta de técnicos superiores de diagnóstico e terapêutica, assistentes técnicos, psicólogos clínicos e nutricionistas.
As estruturas sindicais afirmam que esta escassez de recursos humanos resulta em turnos de 16 horas, sobrecarga de tarefas e instabilidade das equipas devido à rotatividade e ao uso de contratos precários. Reclamam, por isso, a admissão imediata de novos profissionais, a valorização das carreiras e a abertura de concursos de progressão.
Um dos eixos centrais do protesto prende-se com a oposição à eventual entrega da gestão de serviços públicos a operadores privados ou do setor social.
Os sindicatos exigem que o Ministério da Saúde clarifique as suas intenções relativamente à ULS do Algarve e ao futuro Hospital Central do Algarve, defendendo a manutenção da gestão pública.
A denúncia estende-se à política de investimento na região, com críticas à decisão de não avançar com o Centro Oncológico de Referência do Sul e ao alegado subfinanciamento do SNS.
Para os sindicatos, a suborçamentação e a degradação de equipamentos comprometem a segurança e a continuidade da assistência prestada aos utentes algarvios.
As organizações garantem que manterão as iniciativas de luta e denúncia pública enquanto não existirem respostas governamentais que garantam o reforço do serviço público de saúde e a valorização dos seus profissionais.
