O incêndio em zona de mato que deflagrou na tarde de 6 de agosto, em Póvoa de Cervães, na União de Freguesias de Santiago de Cassurrães e Póvoa de Cervães, concelho de Mangualde, entrou entretanto em fase de conclusão, após uma operação que chegou a mobilizar mais de 200 operacionais, apoiados por 53 meios terrestres e nove meios aéreos, de acordo com informações da Proteção Civil.
O alerta para a ocorrência foi dado às 15h06. Após várias horas de combate, o incêndio entrou em fase de resolução às 19h50 de quinta-feira, 6 de agosto, transitando para fase de conclusão às 8h01 desta sexta-feira, 7 de agosto.
Nesta fase, permanecem no local 56 operacionais, apoiados por 19 veículos terrestres, que desenvolvem trabalhos de vigilância, consolidação e rescaldo, com o objetivo de prevenir reacendimentos.
Durante a tarde de quinta-feira, a progressão das chamas levou ao corte da circulação ferroviária na Linha da Beira Alta, entre Mangualde e Gouveia, por motivos de segurança. A circulação foi, contudo, restabelecida às 20h18, depois de reunidas as condições para a retoma da exploração ferroviária.
No momento do alerta, as condições meteorológicas eram desfavoráveis ao combate às chamas. A estação meteorológica de Mangualde/Chãs de Tavares registava 32,3 graus Celsius, 27% de humidade relativa, vento de 16,2 km/h de oeste e ausência de precipitação acumulada, num dia em que o concelho se encontrava sob perigo de incêndio muito elevado.
Até ao momento, não foi divulgada oficialmente uma estimativa da área ardida (hectares), nem existem informações sobre vítimas, danos em habitações ou outras infraestruturas.
