O partido Livre criticou o processo de classificação dos exames nacionais e defendeu o alargamento do prazo da primeira fase de candidaturas ao Ensino Superior, alegando que os problemas registados poderão prejudicar estudantes e famílias.
Num comunicado divulgado após a reunião da Comissão Permanente, o partido refere ter debatido o processo de classificação dos exames nacionais e apresentado iniciativas que pretende ver discutidas no Parlamento.
Segundo o Livre, durante a intervenção do Ministro da Educação no Parlamento, na segunda-feira, o partido questionou várias das opções adoptadas no processo de classificação e apontou falhas que considera terem marcado a primeira fase dos exames.
Entre as questões levantadas esteve o modelo de classificação por itens aplicado a determinadas provas, nomeadamente História e Português. O partido considera que estas disciplinas exigem uma leitura global e questiona, por isso, a adequação daquele modelo de avaliação.
O Livre defende como medida para responder aos problemas identificados o alargamento do prazo da primeira fase de candidaturas ao Ensino Superior. O objectivo, segundo o partido, seria permitir a verificação das classificações, evitar prejuízos para os estudantes e assegurar maior confiança no processo de colocação.
No comunicado, o partido considera que a primeira fase dos exames funcionou como um “gigantesco projecto-piloto” que teve consequências para milhares de estudantes e famílias.
O Livre sustenta ainda que os alunos não devem suportar as consequências dos problemas registados e defende que cabe ao Governo garantir a consolidação das classificações e a igualdade de oportunidades no acesso ao Ensino Superior.
A posição surge na sequência do debate parlamentar sobre o processo de classificação dos exames nacionais e integra as iniciativas que o partido pretende levar à discussão na Assembleia da República.

