O Ministério da Educação procedeu à abertura e divulgação pública de inquéritos às escolas devido a atrasos no envio de provas e em pedidos de reapreciação, na sequência de um processo de exames nacionais marcado por episódios de desorganização, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Pres.
A medida surge após o reconhecimento, por parte da tutela, de problemas técnicos relacionados com a digitalização e a classificação eletrónica das provas.
A decisão ministerial tem suscitado críticas, com argumentos de que as escolas estão a ser responsabilizadas por falhas estruturais e tecnológicas que lhes são externas.
Segundo as informações disponíveis, os estabelecimentos de ensino não detêm o controlo dos sistemas centrais, não definem as plataformas informáticas nem selecionam os meios tecnológicos disponibilizados pela tutela.
O cenário de perturbação no sistema educativo é atribuído a opções políticas de reestruturação do Ministério da Educação, Ciência e Inovação, classificadas como um fator determinante para as dificuldades sentidas no terreno.
Durante o processo, professores e diretores terão atuado sob pressão para garantir a realização das provas e minimizar prejuízos para os alunos, enfrentando falhas nas plataformas de apoio que não conseguiram dar resposta às necessidades.
Perante a situação, defende-se a realização de uma avaliação global, transparente e independente de todo o processo.
O objetivo central desta análise seria apurar a cadeia de responsabilidades, desde a conceção e implementação do modelo pelo Ministério até à sua execução final, de forma a garantir que as falhas administrativas e organizacionais não voltem a prejudicar os estudantes.
