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PJ deteve suspeita de cinco incêndios

Redação Central Press/
12/08/2026, 15h47
/
2 min
Imagem ilustrativa de área ardida @wirestock freepik
Imagem ilustrativa de área ardida @wirestock freepik

A Polícia Judiciária, através do Departamento de Investigação Criminal de Vila Real, deteve uma mulher, com 50 anos, fortemente indiciada pela prática de cinco crimes de incêndio florestal, ocorridos no concelho de Tarouca, de acordo com o comunicado enviado à Central Press.

Os factos ocorreram entre os dias 23 de julho e 9 de agosto de 2026, tendo sido registadas cinco ignições em áreas próximas, apresentando características semelhantes quanto à sua localização e ao respetivo modus operandi.

A investigação permitiu apurar que os incêndios terão sido provocados mediante a utilização de chama direta sobre vegetação seca, em locais integrados ou confinantes com áreas florestais e terrenos agrícolas, situados nas proximidades de núcleos habitacionais, criando condições propícias à rápida propagação das chamas.

Os incêndios atingiram e colocaram em perigo áreas de significativa densidade florestal, constituídas, entre outras espécies, por carvalhos, pinheiros-bravos e castanheiros de grande porte, bem como por abundante estrato arbustivo. A proximidade de habitações e de outros bens potenciava a propagação das chamas às áreas envolventes, com o inerente risco para pessoas e património.

Nas datas das ocorrências, o indicador denominado perigo de incêndio rural (PIR) naquele concelho oscilou entre os níveis muito elevado e máximo.

A intervenção dos Bombeiros e dos meios de combate a incêndios rurais permitiu dominar e extinguir os focos de incêndio, evitando que as consequências para pessoas e bens assumissem maior gravidade.

A investigação foi desenvolvida pela PJ, em colaboração e articulação com elementos GTRI – Interior Norte, do Núcleo de Proteção Ambiental (NPA) de Lamego e do Posto Territorial da GNR de Tarouca.

A detida será presente à autoridade judiciária competente, para primeiro interrogatório judicial e aplicação de medidas de coação. A investigação prossegue sob a direção do Ministério Público – DIAP de Lamego.

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