O grupo municipal da CDU, através de uma missiva endereçada à presidente da Câmara Municipal de Coimbra, Ana Abrunhosa, solicitou esclarecimentos sobre a suspensão do transporte rodoviário gratuito entre a estação de Coimbra-B e a Estação Nova. A medida está prevista para entrar em vigor no dia 15 de setembro, coincidindo com o início da operação do Metro Mondego, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Na exposição apresentada, o PCP afirma ter sido a única força política a opor-se à decisão, tomada em janeiro de 2025, de afastar o transporte ferroviário do centro da cidade.
Segundo os representantes do partido, a alternativa de autocarro gratuito foi criada como uma solução provisória para mitigar a contestação da população na altura.
A argumentação da CDU foca-se no impacto financeiro para os utentes, referindo que a maioria dos passageiros que atualmente utiliza o "Passe Verde" (com um custo de 20 euros) passará a ter de adquirir o passe intermodal por 50 euros para realizar o mesmo trajeto.
O grupo municipal questiona o atual Executivo sobre como pretende assegurar a manutenção da gratuitidade deste percurso, conforme teria sido garantido pela administração anterior.
O partido alerta ainda para as consequências socioeconómicas desta alteração, apontando o risco de prejuízos para o comércio local e o aumento da desertificação da zona da Baixa.
Na carta, é também manifestada preocupação relativamente ao agravamento das dificuldades de mobilidade para a população e aos potenciais problemas de segurança urbana daí decorrentes
A força política reitera que, enquanto outras cidades apostam na gratuitidade dos transportes, a atual estratégia em Coimbra resulta num encarecimento do custo de vida para quem trabalha e estuda na região.
O documento conclui reafirmando o compromisso do partido na defesa dos direitos dos utentes dos transportes urbanos.
