O Município da Marinha Grande vai instalar, no final do mês de agosto, uma rede de 152 armadilhas destinada ao controlo de escolitídeos do pinheiro-bravo, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A medida surge no âmbito da Operação Integrada de Gestão da Paisagem (OIGP 2.0) como resposta direta ao risco fitossanitário que se gerou com a queda de material lenhoso após a tempestade Kristin.
Os escolitídeos são insetos que atacam preferencialmente árvores fragilizadas ou recentemente afetadas, acelerando o seu processo de degradação e potenciando o surgimento de outras patologias bióticas na floresta.
A colocação desta rede de dispositivos tem como finalidades principais a monitorização e a redução da população desta espécie.
As armadilhas serão distribuídas de forma estratégica pelas áreas identificadas com maior nível de risco, servindo também para recolher dados que ajudem a definir futuras ações de gestão florestal no concelho.
Todos os dispositivos estarão devidamente identificados e serão alvo de duas ações de monitorização até ao dia 15 de novembro, data limite estipulada para a sua remoção final do terreno.
A autarquia alerta que cada uma das armadilhas possui um rótulo a avisar para a presença de um atrativo químico no seu interior. Por este motivo, aconselha-se vivamente a população a não manusear os dispositivos nem o respetivo conteúdo.
Este projeto de prevenção de riscos bióticos é financiado ao abrigo do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).