A Polícia Judiciária, através da Unidade Nacional de Combate ao Tráfico de Estupefacientes, realizou nove buscas domiciliárias, em Sintra, no âmbito da qual foram detidos seis suspeitos, com idades compreendidas entre os 21 e os 44 anos, fortemente indiciados pelos crimes de tráfico de droga e detenção de arma proibida, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
A investigação permitiu reunir elementos que apontam para a existência de uma estrutura criminosa organizada que, durante, pelo menos, dois anos, ter-se-á dedicado à aquisição, preparação, corte, pesagem, acondicionamento e posterior comercialização de produtos estupefacientes, destinados a um elevado número de consumidores em bairros na periferia urbana de Sintra.
Do ponto de vista operacional, as diligências realizadas permitiram atingir diferentes componentes da alegada cadeia de distribuição, incidindo, não apenas sobre as substâncias estupefacientes, mas também sobre meios, instrumentos e valores suscetíveis de estar relacionados com a atividade criminosa, incluindo armas de fogo, dinheiro e veículos.
No decurso das diligências, que contaram com a colaboração de equipas cinotécnicas da Polícia de Segurança Pública, foram ainda apreendidas diversas substâncias estupefacientes, designadamente cocaína, haxixe e MDMA, correspondendo, no total a cerca de 2.500 doses individuais, duas armas de fogo, dinheiro e duas viaturas utilizadas na atividade criminosa.
A atuação desenvolvida insere-se numa estratégia de combate ao tráfico de estupefacientes, particularmente às estruturas que asseguram a distribuição regular de droga junto das comunidades locais.
O tráfico de droga constitui um fenómeno criminal com impacto direto na segurança das populações, podendo contribuir para a degradação das condições de segurança e para o agravamento de situações de vulnerabilidade social, designadamente em zonas residenciais e bairros onde a atividade de venda é desenvolvida de forma reiterada.
Os detidos serão presentes a primeiro interrogatório judicial para aplicação de adequadas medidas coativas.
A investigação prossegue sob direção do DIAP de Sintra, com vista ao completo esclarecimento dos factos, identificação de todos os intervenientes e apuramento das respetivas responsabilidades criminais.