A aplicação móvel de visita à coleção permanente do Museu da Covilhã alcançou o Selo de Ouro de Usabilidade e Acessibilidade, integrando o primeiro grupo de aplicações móveis em Portugal a receber esta distinção estatal, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
O galardão, promovido conjuntamente pela Agência para a Reforma Tecnológica do Estado (ARTE) e pelo Instituto para os Direitos das Pessoas com Deficiência (IDIPD), era historicamente atribuído apenas a websites institucionais.
Nesta primeira atribuição voltada para o formato móvel, apenas quatro aplicações no país obtiveram a certificação máxima, pertencentes ao Museu da Covilhã, ao Museu do Douro (Peso da Régua), ao Museu Nacional do Azulejo (Lisboa) e à exposição "Judeus de Coimbra" (Coimbra).
Disponível para os sistemas operativos Android e iOS, a plataforma digital foi desenvolvida sob coordenação técnica da REALIZASOM e financiada com o apoio do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).
Para alcançar o grau máximo de certificação, que exige 100% de conformidade técnica, a ferramenta superou uma avaliação de dez aspetos críticos de acessibilidade funcional e realizou testes práticos com utilizadores reais, incluindo cidadãos seniores e pessoas com deficiência.
O projeto do museu, que visa espelhar digitalmente a acessibilidade do seu espaço físico, disponibiliza conteúdos em Língua Gestual Portuguesa interpretados por uma pessoa surda, audiodescrição validada por uma consultora cega, narração em linguagem clara por locutores nativos, além de mapas interativos, geolocalização e funcionamento em modo offline.
