A cidade de Coimbra vai acolher, entre os dias 9 e 12 de setembro, o encontro internacional “Cultura é um Ato Político”, promovido pela Amnistia Internacional Portugal através do seu Grupo de Ativistas de Coimbra, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Idealizado e coordenado por Marianna França, doutoranda na Universidade de Coimbra e ativista da organização, o evento tem como objetivo debater o papel da cultura enquanto instrumento de resistência, transformação social e salvaguarda dos direitos humanos.
A iniciativa visa estabelecer uma plataforma de intercâmbio entre Portugal e o Brasil, reunindo artistas, ativistas, jornalistas, estudantes, investigadores e agentes do setor cultural.
Entre as entidades participantes confirmadas contam-se a Coimbra Colectiva, a Revista Visão e a Revista Traços. O programa delineado para o encontro integra a realização de oficinas participativas, debates, intervenções artísticas, visitas de cariz cultural e ações públicas de mobilização social.
A sede da Orquestra Clássica do Centro funcionará como a anfitriã principal e parceira institucional da programação, acolhendo debates e integrando a própria agenda cultural do evento.
Além deste espaço, as atividades estender-se-ão a vários locais de relevância histórica e estudantil da cidade, contemplando visitas às tradicionais Repúblicas de Coimbra, iniciativas focadas na memória da resistência democrática e intervenções em espaço público.
A premissa central do encontro assenta na perspetiva de que a produção cultural detém uma dimensão política intrínseca, constituindo-se como um meio de participação cívica e de afirmação dos direitos e da dignidade humana.
O "Cultura é um Ato Político" conta com o apoio da Câmara Municipal de Coimbra e da Amnistia Internacional.