A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) denunciou publicamente a ocorrência de falhas no processo da Reserva de Recrutamento 02 (RR02), especificamente relacionadas com a validação dos horários pelas escolas e agrupamentos, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.
Segundo a estrutura sindical, diversos estabelecimentos de ensino introduziram atempadamente os respetivos horários na plataforma informática oficial, cumprindo os procedimentos exigidos, mas estes acabaram por não ser validados dentro dos prazos necessários.
A organização adverte que as consequências desta situação são graves, uma vez que se traduzem no atraso da colocação de docentes de que as escolas necessitam, prolongando a falta de professores e prejudicando o normal funcionamento letivo.
Adicionalmente, a falha afetou diretamente vários docentes que acabaram colocados em horários menos favoráveis e, em determinados casos, a largas dezenas de quilómetros das suas áreas de residência.
A FENPROF considera inaceitável que as escolas e os professores sejam chamados a suportar as consequências de problemas administrativos que não lhes são imputáveis.
No entendimento da federação, o Ministério da Educação, Ciência e Inovação (MECI) e a AGSE têm transferido a gestão e a supervisão de procedimentos que exigem acompanhamento e responsabilização humana para plataformas tecnológicas, o que tem ampliado os problemas na gestão de recrutamento.
A estrutura sindical associa este cenário ao desmantelamento progressivo de serviços e estruturas da tutela, caracterizado pela insuficiência de recursos humanos e pela transferência de responsabilidades.
Face ao exposto, a FENPROF exige que o MECI e a AGSE procedam à identificação imediata de todos os horários afetados e à correção célere das colocações prejudiciais aos professores, de forma a garantir que nenhum docente seja penalizado.
Reclama ainda um esclarecimento público sobre as causas da não validação atempada, a definição de quem assumirá a responsabilidade pelos prejuízos e a adoção de medidas preventivas para as próximas fases de recrutamento, assegurando que o funcionamento das plataformas seja acompanhado por serviços e trabalhadores capazes de prestar apoio técnico efetivo às escolas.
