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Teatro Viriato foca programação quadrimestral na desaceleração e na reflexão sobre o tempo

Redação Central Press/
08/09/2026, 16h22
/
3 min
Imagem da Temporada © Vanessa Chrystie
Imagem da Temporada © Vanessa Chrystie

O Teatro Viriato, em Viseu, apresenta entre setembro e dezembro de 2026 uma programação artística desenhada para incentivar o abrandamento e a contemplação do público, de acordo com nota de imprensa enviada à Central Press.

Sob a proposta de "dar mais tempo ao presente", o calendário de quatro meses reúne 25 atividades que cruzam criação contemporânea, memória histórica, acessibilidade e diálogo internacional. A temporada oficial arranca a 19 de setembro com a apresentação do espetáculo “Promised Valley Conference Center”, de Mickaël de Oliveira.

A criação contemporânea portuguesa é um dos eixos centrais deste quadrimestre, estando previstas sete coproduções, cinco produções próprias e sete residências artísticas.

Entre os destaques estão as apresentações de “Quimera”, da companhia Caótica, que utiliza teatro de sombras e vídeo para refletir sobre identidade e feminilidade nos dias 30 e 31 de outubro, e de “Caminho do Céu”, uma peça de Rita Cabaço focada na fragilidade humana e violência agendada para 6 de novembro.

Complementando a abordagem sobre a memória, uma parceria com o Cine Clube de Viseu levará ao ecrã o filme “Pai Nosso – Os Últimos Dias de Salazar”, de José Filipe Costa, integrado no festival vistacurta a 13 de outubro.

No plano internacional, o palco do Teatro Viriato acolhe a música do duo catalão Tarta Relena a 24 de outubro e o country alternativo dos norte-americanos Lambchop a 21 de novembro.

Na área da dança, a coreografia “Vagabundus”, de Idio Chichava, explora os rituais de dança e as canções do povo Makonde, em Moçambique.

O envolvimento do público jovem e escolar mantém-se como prioridade através de iniciativas como “A Invenção da Natureza”, peça com foco ambiental programada para o final de novembro.

O cartaz recupera ainda projetos consolidados como o K Cena – Projeto de Teatro Jovem, na sua 15.ª edição sob a direção do encenador João Branco, e o projeto de criação musical “Três Tempos”, orientado pelos músicos Luca Argel e Leonardo Outeiro.

Segundo António M Cabrita, diretor de programação do Teatro Viriato, a estrutura conceptual desta temporada visa contrariar a aceleração do quotidiano e valorizar a experiência subjetiva, a imaginação e a memória coletiva.

A oferta cultural do espaço de Viseu para o final de 2026 inclui também visitas guiadas, debates após as apresentações e parcerias de envolvimento com criadores locais.

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